Solfeggio, Partimento e Marches d’Harmonie: O aprendizado da teoria musical entre os séculos XVIII e XIX de Nápoles a Paris

Autores/as

  • Roberto Cornacchioni Alegre Universidade de São Paulo Autor/a

Palabras clave:

partimento, contraponto, teoria musical, música prática, harmonia

Resumen

Por muito tempo predominou a visão de Carl Dahlhaus de que a partir do século XVIII “nenhuma teoria musical italiana teve condições de exercer qualquer influência para além dos Alpes, com exceção dos tratados especulativos de Giuseppe Tartini e dos livros eruditos de Padre Martini”. Entretanto, tal afirmação não encontra respaldo no largo corpus de fontes relativas ao ensino da composição musical no século XIX, especialmente na França (solfège, accompagnement, harmonie pratique, contrepoint e marches d’harmonie). Assim, apresentaremos um panorama do ensino do contraponto prático (solfeggio, partimento e contraponto escrito) em Nápoles no século XVIII, para então traçar sua influência no ensino profissionalizante da Paris oitocentista, principalmente no Conservatoire, mas também nas Maîtrises. Pautando-se em diversas fontes primárias, esperamos evidenciar que o ensino do que hoje chamamos de “disciplinas teóricas” fazia parte do domínio da música prática. Além disso, explicitaremos que, embora desafiador ao pesquisador moderno, o estudo dessas fontes pode trazer reflexões significativas para a didática musical nos dias de hoje.

Biografía del autor/a

  • Roberto Cornacchioni Alegre, Universidade de São Paulo

    Mestre e doutorando em musicologia pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), sempre sob orientação do prof. Dr. Mário Videira e com apoio financeiro da CAPES. Atualmente, pesquisa métodos de ensino e aprendizagem da improvisação e composição no círculo de Frédéric Chopin. Durante o mestrado pesquisou a didática napolitana de partimenti, tendo elaborado uma tradução ao português das regras de partimento de Giovanni Furno. Roberto é graduado em Arquitetura e Urbanismo também pela Universidade de São Paulo (FAU-USP) e possui formação musical ampla, tendo estudado com renomados músicos e musicólogos privadamente ou em instituições – como Peter Van Tour (Partimento e Contraponto), Michael Koch (Improvisação e teoria musical do século XIX), Nicholas Baragwanath (Solfeggio), Tobias Cramm (Improvisação e Partimento), Luiz Guilherme Pozzi (Piano), José Luis de Aquino (Órgão), Alessandro Santoro (Cravo), André Cortesi (Prática de Música Antiga), entre outros.

Publicado

2025-12-21

Número

Sección

Dossier - XIV Encuentro de Investigadores en Poética Musical de los siglos XVI, XVII y XVIII